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Uerj estuda eficácia das vacinas em imunizados em seu posto

Pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) busca entender como o organismo de pessoas vacinadas com os imunizantes AstraZeneca

Por Redação
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Mauricio Bazilio

Pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) busca entender como o organismo de pessoas vacinadas com os imunizantes AstraZeneca e CoronaVac produz defesas, 

Mauricio Bazilio  

Pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) busca entender como o organismo de pessoas vacinadas com os imunizantes AstraZeneca e CoronaVac produz defesas, principalmente linfócitos específicos, com maior efetividade para destruir ou inativar o Sars-CoV-2 e suas variantes.

O monitoramento é feito em várias fases, iniciando no momento da vacinação e prosseguindo pelos meses seguintes.

– As amostras coletadas no ato da vacina ficam armazenadas para testagem comparativa com as da segunda dose, que completa o ciclo de imunização. Assim poderemos definir melhor em qual grupo populacional, por sexo e faixa etária, a vacina foi efetiva, A primeira e a segunda doses estimulam o sistema imunológico; pode haver variações individuais, em função das características genéticas ou de infecções prévias de cada pessoa. Nosso consenso é que valores mais altos de defesa podem ser encontrados entre 30 e 60 dias após exposição total aos antígenos. Neste estudo, optamos por comparar após 30, 90, 180 e 360 dias – explica Luís Cristovão.

Até o momento, mais de 1.800 pessoas já colaboraram com o estudo. Muitos voluntários, entendendo a importância e o propósito da pesquisa, estimulam amigos e conhecidos a aderirem.

Um banco de dados inédito

A pesquisa gera um conjunto de ações de grande relevância para a Uerj, principalmente em relação aos dados científicos produzidos.

– É que estarão disponíveis também para o acesso de outros cientistas e, a partir deles, será possível continuar ampliando os resultados com todas as informações das diferentes respostas imunológicas ocorridas com os participantes – afirma Isabel Bouzas.

Sua fala é complementada por Luís Cristóvão, ao enfatizar que:

– O diferencial significativo desta pesquisa é buscar respostas imunológicas das vacinas em grupos populacionais por período superior a seis meses, o que não foi feito em outros estudos – diz o pesquisador.

A pesquisa deixará ainda como legados a construção de bases de dados e de um biorrepositório para futuras investigações. 

Por isso, a participação de quem vai tomar a primeira dose da vacina na Uerj é fundamental. Além de se proteger contra a Covid-19, o voluntário contribui para a ciência e a produção de conhecimentos que podem ajudar a salvar muitas vidas.

O posto de vacinação da Uerj funciona em frente à Concha Acústica Marielle Franco, das 9h às 15h, de segunda a sexta-feira, seguindo o calendário da Prefeitura do Rio.

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