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AfroSaberes e projeto Encrespar debatem racismo estrutural

Evento trará debates sobre racismo estrutural: a associação do negro ao vandalismo, ao uso de drogas e outros Em sua nova temporada, o projeto AfroSaberes recebe como convidado especial o projeto Encrespar para um bate papo sobre Racismo Estrutural. O evento acontece no dia 27 de julho, na Estaçã...

Por Redação
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Evento trará debates sobre racismo estrutural: a associação do negro ao vandalismo, ao uso de drogas e outros

     Em sua nova temporada, o projeto AfroSaberes recebe como convidado especial o projeto Encrespar para um bate papo sobre Racismo Estrutural. O evento acontece no dia 27 de julho, na Estação das Artes, localizada à Rua Orozimbo Ribeiro, s/n, Centro, a partir das 18h.

 

 

Evento trará debates sobre racismo estrutural: a associação do negro ao vandalismo, ao uso de drogas e outros

     Em sua nova temporada, o projeto AfroSaberes recebe como convidado especial o projeto Encrespar para um bate papo sobre Racismo Estrutural. O evento acontece no dia 27 de julho, na Estação das Artes, localizada à Rua Orozimbo Ribeiro, s/n, Centro, a partir das 18h.

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     A segunda edição do AfroSaberes este ano, abordará o racismo estrutural a partir das experiências e ocorridos em que pessoas associaram o negro ao vandalismo, ao usuário de drogas e moradores de rua, por exemplo, e como ele interfere na formação da identidade da pessoa negra. O racismo pode ser apresentado como decorrência da própria estrutura social, do modo “normal” com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares.

    Para o presidente da Fundação Cultura Barra Mansa, Marcelo Bravo, o sucesso apreendido pelo AfroSaberes na Estação das Artes, permanece.  “O protagonismo dos negros na programação cultural das unidades culturais em Barra Mansa, permanece forte. A Estação, por exemplo, virou um lugar de constante debate e compartilhamento de saberes da cultura afro e que influenciaram a cultura brasileira. O que está ao nosso alcance é fomentar, cada vez mais, que atividades como essa, aconteçam ali”, afirmou.

     A vice prefeita de Barra Mansa, Fátima Lima, conta que convidar outros projetos para falar sobre cultura afro, vai além de apenas uma conversa. É uma ferramenta de empoderamento. “Por meio desse projeto, despertamos nas meninas o amor próprio, o auto posicionamento de si. Fico feliz em ver que um projeto como o Encrespar vem com força na cidade para valorização e empoderamento da mulher negra. Precisamos fomentar projetos como esse, e o AfroSaberes está aí para compartilhar saberes da cultura afro com cada vez mais potencia no município e na região”, disse.

     

     A conduta de associar a imagem de um jovem negro à condição de usuário de drogas ou de alguém em situação de rua tem nome e sobrenome: RACISMO ESTRUTURAL. As pessoas podem argumentar que não pensaram essas coisas por mal, mas acabam pensando. Pensam porque a sociedade está acostumada a ver uma enorme quantidade de pessoas negras marginalizadas enquanto pouquíssimas delas ocupam espaços de poder. É evidente que não há problema na profissão de ambulante; o que denuncia o racismo é o fato de o negro ser sempre associado ao papel de funcionário que está ali pra servir.

     Em homenagem a semana do Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha, durante o encontro, falaremos sobre Tereza de Benguela, um grande ícone da resistência negra no Brasil Colonial. Uma mulher que conseguiu liderar bravamente o maior Quilombo do Mato Grosso.

     O AfroSaberes é realizado pela prefeitura de Barra Mansa, por meio da Fundação Cultura e Gerência de Promoção da Igualdade Racial previsto no Sistema Municipal de Cultura – SMCBM Lei 4.602/2016.

O PROJETO ENCRESPAR

     Idealizado pela cabelereira e coordenadora da Organização e Integração de Conscientização Negra – OICN Raíssa Roberta, o projeto vem ganhando destaque em Barra Mansa. “O projeto foi criado com o intuito de conscientizar as pessoas, mas principalmente para ajudar mulheres negras a resgatarem sua autoestima e se aceitarem como são”, afirmou.

 

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